INTRODUÇÃO I / II / III / IV / V
É
dificílimo traduzir conceitualmente algumas percepções.
A Luz deve ser expandida a todos os seres sencientes afim
de que o indivíduo que assim a expande seja redimido
de sua sombra e de seus detritos cármicos. É
através de uma Luz expandida a todos (e a todos individualmente,
por paradoxal que seja isso) que a transmutação
individual do expansor pode acontecer. Essa Luz expandida
transforma-se para o expansor na experiência Crística
da Luz de Tipheret, reflexo da Luz Superna de Kether, e é a partir daí que a Misericórdia
Divina passa a curar os males e detritos da alma do expansor,
a partir da experiência total da Luz, da dissolução
e compaixão e perdão universal que ela implica.
É necessário formular novos sistemas estruturados
que possibilitem o acesso a essa realização,
pois cada época necessita de métodos que lhe
sejam congeniais. Mesmo assim, o ponto a se guardar é
que primeiro devemos nos doar para sermos curados, e
não o contrário. É um erro e uma
desculpa alegar que para nos doarmos devemos primeiramente
nos curar, um erro que atrasa significativamente o avanço
nesse Caminho.
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Os
grandes segredos arcanos protegem-se a si mesmos por sua extrema
simplicidade, e estão expostos aos olhos dos que forem
humildes o suficiente para os ver. A verdadeira oração
é uma perfeita operação teúrgica.
O contato com a Luz e seus Mestres se dá dessa maneira
simples. E eles vem, e Ela vem. Essa é a oração
do Ocultista, e nesse caso ela de fato "move montanhas". Felizes os simples de espírito, pois deles será
o Reino dos Céus (Mat 5:3).
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E
quem não toma a sua cruz, e não segue após
mim, não é digno de mim (Mat 10:38). O Mistério
da Crucificação não é sofrimento,
mas sim Glória. Não há culpa, há
Realização, dar-se conta de como as coisas são,
dar-se conta do Divino em nós e no Mundo, a completa
Imanência da Vontade Una. Morre a forma, desvelando
o Espírito Uno que a tudo sustenta, Substância
e Essência de tudo.
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Na
mesma época em que o canadense Manly P. Hall escrevia
seu trabalho enciclopédico, um outro norte-americano,
Paul Foster Case, era também contatado pelo Mestre
Rakóczi. Case foi talvez quem melhor entendeu a verdadeira
natureza da Ordem Rosacruz descrita na Fama (1610)
e no Confessio (1615), e nos legou valiosas obras tratando
do Tarot, da Qabala, da Alquimia Espiritual, da aplicação
esotérica das Cores e dos Sons, da Astrologia Esotérica,
dos princípios cabalísticos ligados à
Polaridade, e dos princípios subjacentes à Linguagem
Mágica, entre outros assuntos. Junto com Crowley e
com Dion Fortune, forma Case a tríade oculta de maior
relevância do século XX, sendo os três
da mesma geração mágica seguinte e tributária
da Ordem da Aurora Dourada de MacGregor Mathers. Desses três,
foi Case o mais profundo cabalista e o principal herdeiro
espiritual de Éliphas Lévi.
Nesse
sentido, é importante ressaltar que as únicas
"Ordens" que de fato existem são internas e invisíveis, e o acesso e comunhão com
elas é pessoal e intransferível,
indelegável a nenhuma organização terrena.
É como a verdadeira nobreza, que nada tem a ver com
o sangue mas sim com a alma e com o espírito. O trabalho
iniciático é o aprendizado de uma linguagem
apropriada criada para servir de ponte. Assim
se dá o contato com os Mestres da Escola Interna. O Hierofante, Arcano V, é Pontifex.
Paul
Foster Case 1884-1954 |
SUGESTÕES
DE LEITURA
Paul
Foster Case, The Tarot, A Key to the Wisdom of the
Ages (1947). Richmond, Macoy, 1975.
Paul Foster Case, The Book of Tokens: Tarot
Meditations (1934). Los Angeles, BOTA, 1972.
Paul Foster Case, The True and Invisible Rosicrucian
Order (1937). York Beach, Weiser, 1985.
|
SUGESTÕES DE LEITURA AVANÇADA
Kevin
Townley, The Cube of Space: Container of Creation.
Boulder, Archive Press, 1993. A mais interessante contribuição
moderna aos estudos cabalísticos que seguem a linha
de pesquisa de Case.
Kevin Townley, Meditations on the Cube of Space.
Santa Maria, Archer Books, 2003. O complemento prático
da pesquisa desse autor. De grande interesse.
LINK
Paul
Foster Case Resource Page Material biográfico e
bibliográfico sobre Case
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Teurgia.
Há hoje na França um trabalho esotérico
do mais alto valor sendo produzido, e que merece ser traduzido
e divulgado em outros idiomas o quanto antes. Trata-se do
trabalho de Alexandre Moryason, que já era conhecido
por suas apuradas traduções comentadas das obras
do ocultista tcheco Franz Bardon (1909-1958).
Moryason
escreveu e publicou o primeiro volume de La Lumière
sur le Royaume, onde divulga técnicas teúrgicas
de enorme valor. Assim como Bardon o fez, trata-se de uma
proposta completa de trabalho oculto para o praticante
que não deseja vincular-se a Ordens, o que é
uma característica tanto dos tempos de urgência
espiritual em que vivemos quanto do espírito de
independência da Era Aquariana que gradualmente se inicia.
INDICAÇÕES
DE LEITURA
Alexandre
Moryason, La Lumière sur le Royaume, ou pratique
de la magie sacrée au quotidien. 2a Edição.
Courbevoie, Édition A. Moryason, 1992.
Mikhaël d'Estissac, De l'usage des Herbes, Poudres
et Encens en Magie. Paris, Grancher, 2002. Um excelente
complemento prático ao livro de Moryason, escrito provavelmente
por um discípulo do mesmo.
Emmanuel Orlandi di Casamozza, Manuel Pratique de
Voyance, par la boule de cristal & tous supports.
Courbevoie, Édition A. Moryason, 1995. Excelente.
SITES
Site da editora de Moryason, com várias obras de interesse.
A
Bardon Companion Excelente material de Rawn Clark, para
quem deseja praticar o sistema de Franz Bardon.
Frabato Arquivos de um excelente fórum de discussão (em francês).
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Cada
personalidade que o Eu Superior reveste em cada encarnação
é apenas instrumental, uma interface com o mundo
tridimensional externo. E todas são diferentes entre
si. O desenvolvimento da Consciência implica uma realização
cada vez mais clara desse fato, e assim passamos a customizar nossas personalidades, a modificá-las de acordo com
nossos propósitos e a nos desidentificar delas.
Passam a ser Objeto, e não mais confundem-se com o
Sujeito Verdadeiro.
As
personalidades ditas "originais", estruturadas do
nascimento à idade pré-adulta, são máquinas
rudimentares, pois resolveram a grande maioria dos problemas
encontrados de maneira ad hoc e casuisticamente, reativamente,
tecendo ao longo dos anos uma colcha de retalhos geralmente
inconsistente. Quanto mais cedo nos desidentificarmos delas,
melhor. Podemos então trocá-las como trocamos
de roupa, e observá-las como objeto de estudo.
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Apontamentos
sobre o Pater Noster e o Salve Regina
O
presente texto consiste na transcrição de trechos de ensinamentos cabalístico-cristãos canalizados. Dado seu interesse intrínseco,
foi decidida a sua divulgação.
Primeira
Sessão
[...]
A Evolução se dá naturalmente. Não
tema. Só há o Amor. Amor puro, cósmico.
[...]
Segunda
Sessão
[...] Cuidado ao transcrever. O Pai-Nosso é ideal.
Estude-o. [...] O Pai-Nosso encerra mistérios profundos.
[...] Arcanos. [...] Agora [você] estudará a
vera Alquimia. Esotérica, espiritual, corporal. [...]
Terceira
Sessão
1
Pater noster, qui es in caelis:
2 sanctificetur nomen tuum;
3 adveniat regnum tuum;
4 fiat voluntas tua,
5 sicut in caelo, et in terra.
6 Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
7 et dimitte nobis debita nostra,
8 sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
9 et ne nos inducas in tentationem;
10 sed líbera nos a malo.
11 quia tuum est regnum, et potestas, et gloria in saecula.
12 Amen.
[...] Hoje vamos ver a Cabala do Pai-Nosso. Não duvide. Shin. O 1º verso é a representação
da Glória Infinita, Superna, do Pai. Shamaïm,
Céus. Shin. O Fogo Purificante - Asher [sic, ver Nota]. O Hé é o primeiro
aspecto do Logos. Daí procede, dimana, o Filho Cósmico.
E do Hé final o Espírito Santo, do Shin que é o Filho. O Vav é o 3º verso.
O Trazer, isso mesmo, do Céu à Terra, Espírito
à Matéria. Vê como é Belo? O Pai-Nosso
é um Compêndio Cabalístico. Salve Rainha
também o é. Um dia o estudaremos. É a
visão da Shekhinah Divina. Binah, secundariamente,
também. [...]
[Nota: Asher, e não Aish, hebraico para Fogo. Asher é Aleph-Shin-Resh, ou O Louco/O
Julgamento/O Sol, e Ar/Fogo/Sol na atribuição
do Sepher Yetzirah]
Quarta
Sessão
[...] Continuemos. O 4o verso trata de Geburah, a Força
e Glória/Poder Divino. Esse é um Poder a não se temer, Poder da Vontade Una, a única real. Vide
o Bhagavad-Gita. A Escola Rosacruz ou Cósmica
perpassa todas as religiões e regiões da Terra,
a cada lugar se aclimata convenientemente. O Mal é
uma ilusão. Não o temais. Sim, tudo conspira
para o Bem, para a Evolução dos Mundos e das
almas. O 5o verso, isso, complementa o 4o, pois a Justiça
Divina é absoluta no micro e no macromundos. Entenda
que isso é metafórico, para meditar. [...]
Quinta
Sessão
[...] Continuemos. O 6o verso trata da Harmonia dos Mundos,
da Magnificência Divina de Chesed. Em contrapartida
à Justiça de Geburah dos versos anteriores.
O mistério, aqui, está nas letras do grego original. Thêlema. Vontade. Basiléia. Reino.
A guematria grega aqui comportará o significado total.
A luxúria é um erro grosseiro. As dádivas
de Deus são intrinsecamente puras. Não as conspurque. Chesed = Karma. A retribuição de todos
os nossos atos. Ápeiron, Anaximandro, justamente.
Isso é o Karma, a ação no mundo.
Atente para esse Amor que tudo Une no Absoluto, englobando
e redimindo o Karma, todas as ações boas
e más. Todas elas vêm e retornam do e ao Absoluto,
Único Agente. O 7o [e o 8o] verso é uma contradição,
em termos. Estude-o. Não somos nós que perdoamos,
mas Ele, o Todo. Foi incluída [essa contradição]
para fins educativos dos seres involuídos, presos na
ilusão de separatividade. [...]
Sexta
Sessão
[...] O prosseguimento. O 7o e 8o versos [na verdade versos
9 e 10], realmente, tratam de Yesod e Malkuth,
respectivamente. A tentação do simulacro de Tiphareth Divino em Yesod, a grosseria carnal
de Malkuth terrena. O verso final [o 11o verso] trata
da Cruz Cabalística dos Elementos, tal como é
conhecida pela Tradição Oculta Rosacruz. O final,
"Assim Seja", é a intenção
manifestada de trazer o Espiritual ao Material, o Reino dos
Céus à Terra, como viste anteriormente. Sim,
é como o Pattern on the Trestleboard de [Paul
Foster] Case, uma descida de Kether a Malkuth,
para que a primeira esteja na segunda, "mas de outra
maneira". Não se perca em cerebralizações,
tudo isso é simples. A Verdade é simples.
Amor formativo (e, no caso humano atual, reformativo)
dos Mundos. O Pai-Nosso é uma declaração
mágico-cabalística de intenções
sagradas, de conformidade voluntária do micro
com o macrocosmo. Amanhã veremos algo do Salve
Regina, procure saber o texto antes. [...]
Sétima
Sessão
1
Salve Regina,
2 Mater misericordiae,
3 vita, dulcedo, et spes nostra salve.
4 Ad te clamamus, exsules filii Hevae;
5 Ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum
valle.
6 Eia ergo, advocata nostra
7 illos tuos misericordes oculos ad nos converte.
8 Et Jesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc
exilium ostende.
9 O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.
10 Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix.
11 Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
12 Amen.
[...]
Ísis = Nossa Senhora. Isso você já sabe.
É na verdade a Shekhinah, Mezla, a Energia
feminina do Absoluto/Deus que perpassa todos os Mundos Emanados,
todas as Sephirot. Passa principalmente pelo Raio de
Criação (Espada flamejante), mas também
pelos caminhos, todos eles, em sentido descendente. Quando
pedimos sua Força, seu Auxílio, como nessa oração
[o Salve Rainha], estamos pedindo isso, essa descida da Força, essa revivificação dos mundos.
Ela é a grande protetora dos seres criados, em especial
do Homem, pois como Mercúrio/Hermes, é a Mediadora
entre o Céu e a Terra, entre Deus e o Homem, Kether e Malkuth. Ela é muito boa para nós.
É Urânia e Natural também, Ísis
Celeste e Terrestre, natural: ligada à tríade
Superna (e mesmo aos três véus além desta)
e a Netzach a Verde e Rosa, Yesod e Malkuth.
Tua intuição foi certeira ao encantar-se com
o Ritual de Aset, pois é [...] essa descida
benevolente do Poder Divino.
O
segundo aspecto da Oração é esse mesmo
que você percebeu, ela [a Virgem] é a proteção,
o envoltório para a Energia Crística de Tiphareth.
Ela prepara o organismo e o coração para esse
momentoso encontro com o Cristo. Experiência terrível
para os não-preparados. Ela adoça a energia
masculina do "Filho", desse Hórus Solar.
Não se esqueça, Ele (Cristo) expulsou os vendilhões
do Templo a chibatadas. Você não gostaria...
[de passar por tal experiência]. [...]
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Tantra. Apesar da enorme quantidade de livros sobre o assunto, cheios
de técnicas, a verdade básica sobre a possibilidade
de Ascese Mística através do Sexo é muito
simples: o primeiro requisito é encontrar a outra metade
da Mônada primordial aludida por Platão no Banquete.
Só isso, ou tudo isso, pois é a tarefa de uma
vida inteira. Após isso, é o próprio
Amor que vai desidentificando tanto o Eu quanto o Outro, abolindo
a separatividade, para enfim fundir extaticamente e estaticamente
(como na carezza) o casal em Deus. É o segredo
da Shekhinah Divina. É a essência mística
dos versos de Hallaj, do êxtase de Rumi. Não
há técnica, mas (re)encontro.
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O
Lado Escuro da Força (Star Wars). A Força
é a mesma, é o Campo do Real. O Lado
Claro é ver as coisas como elas são, a Realidade,
a Luz Pura de Deus e do Mundo. O Lado Escuro é diabolos,
o mentiroso, é a mentira e o fato de acreditarmos nela
devido à nossa ignorância. Dado o imenso campo
de nosso desconhecimento atual sobre o mundo e sobre nós
mesmos, a possibilidade de expansão do Mal/Escuridão
é vasta.
Qual
é portanto a tarefa do Iluminismo? Iluminar
o Campo do Real, cada vez mais, o que ativará o princípio
de Perfectibilidade da presença do Homem no Mundo,
na convivência, nas instituições, em todos
os detalhes do Humano e do Ambiente por ele criado. Essa é
a tarefa do Guerreiro da Luz.
A
Realidade é uma Vontade Irresistível que Ruma
ao Bem (Will-to-Good), um princípio de crescente
liberdade e felicidade. A Realidade é essencialmente,
verdadeiramente Pura e Luminosa, Boa, Bela e dotada do princípio
de evolução/perfectibilidade. O Iluminismo
é o reconhecimento desse fato Oculto.
As
Antigas Religiões sempre falavam da Luz, mas não é uma metáfora, é literal. A Verdade, o Real, é também
essa energia que se manifesta como Luz. O Futuro da
Humanidade é brilhante, se nós o deixarmos,
se nós trabalharmos com Deus para isso.
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Consciência
por toda parte, por todos os Mundos e Universos. É
o mesmo Deus que se manifesta, personaliza, como um Deva que
poliniza com Sua Vida um Universo, simultaneamente à
Consciência de um Sistema Solar que vive e gira, simultaneamente
à miríade de seres humanos com suas partes boas
e más, com suas diversas personalidades meio luminosas
e meio sombrias, tudo isso é o mesmo Sujeito, o
Único Sujeito que há, para além das
Mônadas ou Centelhas que evoluem em suas inúmeras
vidas sucessivas. Não somos nem primos e nem mesmo
irmãos, somos Isso.
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John
Dee
(1527-1608) |
Handle
With Care. Um dos ramos mais fascinantes da Tradição
Oculta Ocidental é a chamada Magia Enoquiana.
Fruto de uma longa canalização efetuada
no final do século 16 por dois ocultistas ingleses,
o Dr John Dee (1527-1608) e seu médium o alquimista
Edward Kelley (1555-1598), constitui um arrojado sistema
mágico idealmente destinado a quem já
possui uma sólida formação esotérica.
Foi amplamente utilizada e modificada, com duvidoso
resultado, pela Tradição Oculta posterior.
O estudo de seus documentos originais é muito interessante e instrutivo, e é
o que recomendamos aqui. Quanto à sua prática,
que cada um tenha o bom-senso de decidir por si mesmo. |
BIBLIOGRAFIA
SUGERIDA
Donald
Tyson, Enochian Magic for Beginners. St Paul, Llewellyn,
1997. Uma excelente introdução ao assunto.
Geoffrey James, The Enochian Magick of Dr John Dee.
St Paul, Llewellyn, 1998. Originalmente publicado em 1984,
é uma interessante reconstrução literária
do material enoquiano em forma de grimório.
Joseph H. Peterson (Ed.), John Dee's Five Books of
Mystery. York Beach, Red Wheel/Weiser, 2003. Excelente
edição do conteúdo do manuscrito de Dee
entitulado Mysteriorum Libri Quinque, aonde o sistema Heptárquico é descrito.
Meric Casaubon (Ed.), A True and Faithful Relation
of What Passed for Many Years Between Dr John Dee and Some
Spirits (Londres, 1659). Kessinger Reprints. Publicação
póstuma de grande parte dos manuscritos de Dee relativos
ao sistema enoquiano.
Peter French, John Dee: The World of an Elizabethan
Magus. Londres, RKP, 1972. Uma boa biografia acadêmica
sobre Dee.
Frances Yates, The Rosicrucian Enlightenment.
Londres, RKP, 1972. Para situar a herança de Dee no
contexto europeu rosacruz do século XVII.
SITE
Twilit
Grotto Arquivos Esotéricos compilados por J. Peterson.
Possui uma ampla seção dedicada aos manuscritos
de Dee.
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Aurum
Solis. Nos anos 70, começou-se a se ouvir falar
de uma Ordem Esotérica chamada Aurum Solis,
que teria sido fundada no final do século XIX em Londres,
alguns anos depois da Golden Dawn. Seus Grãos-Mestres
na época, o casal Leon e Vivian Barcynski, usavam o nom de plume de Osborne Phillips e Melita Denning e
publicaram diversas obras de Ocultismo onde decidiram divulgar
uma parte do material relativo à Ordem. Evidentemente
que o fato do Occult Establishment nunca ter ouvido
falar de tal Ordem suscitou uma certa polêmica acerca
do foundation myth da Aurum Solis, mas o fato concreto era que o material divulgado era de excelente
qualidade, e isso por si só bastava.
De
fato, há um aroma florentino e renascentista muito
interessante na Aurum Solis, e é bem possível
que não só essa Ordem de fato nasceu
em 1897 mas que é a herdeira oculta de uma velha
Tradição Neoplatônica Mediterrânea.
A cada um de julgar, e a cada um de experimentar seu requintado
e sábio sabor.
SUGESTÃO
DE LEITURA
Melita
Denning e Osborne Phillips, The Foundations of High Magick
(The Magical Philosophy). Edison, Castle Books, 2000.
LINKS
Site Oficial da Aurum
Solis
Luzes sobre a Tradição
Ogdoádica de Mistérios
Lux Hermes Informações sobre a Tradição Ogdoádica
e a Aurora Dourada (em francês)

Primavera
Sandro Botticelli (1446-1510)
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Antropocentrismo
e Magia. É um sintoma comum de um certo pós-modernismo
mágico afirmar que toda a realidade, visível
e invisível, é criada pelo mago. Isto é,
que os homens criaram eles próprios os deuses como
uma espécie de tecnologia astral, formas-pensamento
alimentadas pelas diversas egrégoras humanas e que
delas tirariam sua existência, realidade e força.
Se isto pode ser verdade em alguns casos, como na criação
deliberada de elementais, é patentemente falso no quadro
geral. Os Deuses são seres reais, e atendem
por vários nomes nas várias épocas e
culturas. Recomenda-se prudência e humildade, afim de
não incorrer em hubris e sofrer as conseqüências. Dixit.
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Jogos e Iniciação. Uma das práticas
ou técnicas tradicionais de disseminação
esotérica sempre foi através das estórias
do folclore ou contos de fadas, baixos-relevos anônimos,
pinturas, gravuras, jogos de cartas tais como o Tarot, músicas,
danças, paisagens planejadas e arquiteturas, simbolismo
inserido na literatura como no caso de Rabelais ou de Francesco
Colonna, até manuais técnicos como no caso de
Cipriano Piccolpassi, e outros tantos meios. Em nossa era
pós-moderna, a Tradição descobriu
meios muito interessantes para esse tipo de disseminação
discreta, no caso os Role Playing Games (RPG).
Recomenda-se a leitura atenta do manual do popular RPG listado
abaixo.
White Wolf (Ed.). Mage : the Ascension. White Wolf
Inc., 1994.
Site de Mage : The Ascension.
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O Mistério Ummita. Em Janeiro de 1966, inicialmente na Espanha, teve início um fenômeno de contato entre humanos e extraterrestres que ficou conhecido como o Caso Ummo. Diferentemente da maior parte de relatos desse gênero, as informações passadas dos Ummitas aos seus contatos humanos primavam pela excelência em termos de conteúdo científico.
Anos mais tarde, a comunidade científica francesa (e internacional) ficou surpresa em saber que muitas das descobertas, invenções e publicações acadêmicas de um importante diretor de pesquisas do CNRS deviam-se à inspiração dos documentos Ummitas. O cientista em questão era Jean-Pierre Petit.
BIBLIOGRAFIA
Jean-Pierre Petit. Enquête sur les OVNI : voyage aux frontières de la science. Paris, Albin Michel, 1990.
Jean-Pierre Petit. Enquête sur des Extra-Terrestres qui sont déjà parmi nous. Paris, Albin Michel, 1991.
Jean-Pierre Petit. Le Mystère des Ummites. Paris, Albin Michel, 1995.
Jean-Pierre Petit. On a perdu la moitié de l'univers. Paris, Albin Michel, 1997.
Jean Pollion. Ummo, de vrais extraterrestres. Panorama complété par le Précis du système idéophonémique. Cointrin, Éditions Aldane, 2002.
LINKS
Site de Jean-Pierre Petit
Site da Associação Savoir Sans Frontières
Site Ummo-Sciences (seção em espanhol)
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Chapeau. Algo que no meu entender sempre faltou na literatura oculta foi uma obra sobre a práxis mágica que fosse escrita por um praticante que tivesse ao mesmo tempo um agudo olhar antropológico. Que não escrevesse apenas do ponto de vista de um grupo mágico em particular, mas que olhasse a prática mágica trans-culturalmente, percebendo seus pontos comuns (simbólicos e estruturais) e a imensa riqueza de suas tradições específicas. Que compusesse uma etnografia mágica não apenas academicamente descritiva mas ativamente participante, algo que só um verdadeiro praticante da Arte poderia fazer. O trabalho monumental que Judika Illes empreendeu responde a todos esses quesitos, e é certamente um marco histórico nessa área de estudo. Bon voyage !
BIBLIOGRAFIA
Judika Illes, The Element Encyclopedia of 5000 Spells. Londres, HarperElement, 2004.
LINK
Site de Judika Illes
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