INTRODUÇÃO
I / II / III / IV / V
A
Trindade. A missa católica é para todos efeitos
um potente e solene ritual de magia cuja intenção
é coagular e concentrar uma energia cósmica
de amor em uma certa quantidade física de pão
e vinho. A intenção é que, estando
o oficiante e os presentes no devido estado interior, a
ingestão desses alimentos impregnados magicamente
propiciará uma possibilidade de acesso ou comunhão
com essa energia. Essa energia amorosa é o Cristo,
segunda pessoa da Trindade e cuja importância ultrapassa
em muito a do Jesus de Nazaré histórico (se
de fato essa personagem existiu, o que não faz muita
diferença). Nesse sentido, Deus Pai representa o
aspecto criador da divindade, e o Espírito Santo
o agente ou aspecto divino que possibilita a Gnose no Iniciado.
Deus
Filho é a energia solidária que une os entes
criados, é o fator de coesão e atração
presente no universo, a força centrípeta que
mantém coeso o universo criado pelo Pai. O Demônio
é o inimigo do Filho e não do Pai (que, lembremos,
também o criou), ele é a força centrífuga,
fator de repulsão entre os entes criados, uma força
desagregadora, de desamor ou isolamento. As três pessoas
da Trindade e o Inimigo são princípios cósmicos
gerais e que podem ser aplicados (mas nunca reduzidos) ao
domínio moral. Pelo contrário, esses princípios
aplicam-se a todos os reinos da natureza e em todos os ramos
da ciência.
Como
se vê, só nos resta lamentar as reformas promovidas
pelo Concílio Vaticano II, que em nome de um humanismo
bem-pensante retirou da missa sua força, sua eficácia,
sua operatividade.
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Heráclito:
"Deus é uma criança que brinca".
Deus não é um moralista, apesar de todo o caráter
socialmente repressor das religiões instituídas
pelos homens... É divinamente indiferente ao Criador
se nós, pobres átomos, nos comportamos "bem"
ou "mal"... Ele está absorto em Sua Auto-Contemplação
(que é precisamente o Universo manifestado,
visto como Seu Corpo e Espelho), contemplação
esta fonte de Absoluto Deleite, Prazer em estado essencial
e arquetípico (pois fonte do todos os prazeres possivelmente
sentidos por nós). Nesse sentido (mas não só
nesse) Deus é o Amor. Mas isso não significa
que a lei de causação não exista para
os entes criados: nossa índole e nossas ações
amorosas ou desamorosas afetarão nossos destinos individuais
inelutavelmente e com certeira Justiça... Mesmo assim,
como bem entreviu Ibn Arabi, Sua Misericórdia em muito
ultrapassa Sua Severidade, e portanto mesmo após infinitos
infernos as almas pecadoras serão inevitavelmente redimidas
e reintegradas no seio do Criador, nesse hipotético
e romanceado "final dos tempos" quando a Divina
Criança inspirará para dentro de Si o Universo
anteriormente expirado, manifestado. Pois esses "Infernos"
não são nenhum castigo divino, são as
Prisões de Desamor que estupidamente criamos para nós
mesmos aqui e no além-vida. A Criação
é o tênue e prazeroso sonho da Divina Criança,
sonho minuciosamente detalhado, "cheio de som e fúria"
como disse o Bardo, e essencialmente avesso ao espírito
de seriedade.
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| É
incrível e entristecedor como és educado
a pensar como sendo indispensáveis para tua vida
um monte de coisas que de modo algum o são... Perceba
como é perfeitamente possível viver feliz
com pouquíssima coisa, e com pouquíssimas
expectativas em relação ao futuro, e com
pouquíssimas certezas (ou até nenhuma).
Talvez esse despojamento seja o pré-requisito essencial
para que possas eventualmente ser feliz de modo genuíno
e puro. Apenas respire e cuide amorosamente
de teu corpo. A vida é linda, estar vivo é
uma experiência incrível e fascinante, permita
a ti mesmo ser feliz e espontaneamente grato.
Para tanto é necessário que te livres de
todo teu lixo mental, acumulado há décadas
desde teu nascimento, e também que dissolvas gradualmente
os bloqueios energéticos de teu corpo. Te darei
uma dica valiosa: Reiki e Rebirthing, poderosas
técnicas corporais que poderão sutilmente
te ajudar no Caminho. |
|
SUGESTÕES:
Reiki:
Usui Reiki
(site oficial do Usui Shiki Ryoho e da Reiki Alliance)
Brigitte Ziegler, Reiki, a energia vital. Blumenau,
editora Eko, 1997. Excelente.
Kajsa Krishni Boräng, Reiki. São
Paulo, editora Avatar, 1998. Interessante relato pessoal,
além de ser uma excelente introdução
ao assunto.
Rebirthing:
IRSP
(Instituto de Renascimento de São Paulo)
Sondra Ray e Leonard Orr, Renascimento na Nova Era.
São Paulo, editora Gente, 1997. Clássico. Embora
a técnica seja em si mesma claramente eficaz, devemos
tomar muito cuidado, todavia, com as espúrias pretensões
metafísicas desse movimento.
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O
Zero ou o Um? O substrato do existente é o Divino Um
(a Divina Mônada) ou o Divino Vazio? Essa pergunta,
que nos leva à raiz da diferença de enfoque
entre o Hinduísmo e o Budismo, é na verdade
mal colocada.
Do
Nada, nada pode ser tirado. Pelo contrário, é
do Absolutamente Pleno que o mundo é criado e manifestado,
por diferenciação e adaptação.
O mundo é a especificação cognitiva do
Pleno, do Uno. Algo só é percebido (e portanto
enumerado) se tivermos fundo e forma, além de
um Sujeito e um Objeto de conhecimento. Ora, no Uno não
houve ainda a Díade, a mínima e arquetípica
separação ou cisão, o Uno não
é portanto cognoscível.
A
incognoscibilidade do Uno é sentida subjetivamente
como Vazio pelo Gnóstico, como ausência de forma
e diferenciação. Donde o grande valor psicológico
e experimental do Budismo. Todavia, a visão hinduísta
é a mais correta metafisicamente. E a visão
taoísta será em certo sentido a melhor
conciliação entre as duas anteriores, pois nessa
última o Dao (Tao) é o Vazio prenhe, vazio criativo,
vazio matricial - um Vazio não contaminado pela noção
indiana do Zero.
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Geometria
Sagrada. Por mais sabiamente que utilizemos o Phi e o Pi e
as raízes sagradas de 2, 3 e 5 (que são originariamente
proporções e apenas secundariamente números
"irracionais"), a Quadratura do Círculo nos
dará sempre resultados aproximados tanto em área
quanto em perímetro. Ou seja, obtemos resultados que
nos dão a falsa impressão de que essa operação
é possível, quando na verdade ela não
o é.
Considerando
tradicionalmente a Geometria Sagrada como uma profunda meditação
acerca da Criação/Emanação a partir
do Um, podemos concluir que o Divino (Círculo) jamais
poderá ser adequadamente materializado (Quadrado).
Nenhum Graal O conterá, nenhuma instituição
religiosa será Sua depositária, nenhuma ritualização
ou sacralização do cotidiano nos livrará
de nossa terrena imperfeição.
Que
grande bênção é essa constatação,
pois nos mostra que a espiritualidade será sempre sutil
e livre e visceralmente independente das toscas tiranias religiosas.
Ao mesmo tempo, ela será sempre imaculadamente acessível
às almas livres que até ela se elevem, que até
ela alcem vôo.
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Orgasmo
Intelectual. Cherchez la femme, no caso a Metrologia
Antiga. Através dela e de seus pés, passos,
milhas, estadas, jardas e outras medidas, como que seguindo
o fio de Ariadne, chegamos a um grande Hall aonde se confraternizam
intimamente a Arquitetura e Geometria Sagradas, megalíticas
e clássicas, as Harmonias e sistemas tonais da Música,
o Pitagorismo ou Aritmologia, as cidades míticas de
Platão, a Gematria Grega e sua fundamental aplicação
na compreensão tanto do Novo Testamento quanto do Gnosticismo
e da própria Mitologia Grega...
À
medida que estudamos esses assuntos, advém não
só o maravilhamento socrático, origem de toda
a Filosofia, mas também a momentânea e tão
preciosa Comunhão da alma com o Logos ordenador
de todo (esse) Criado, Logos apreendido através
do Número, a mais pura linguagem da alma.
Nos
estertores do Mês precessional de Peixes e na Aurora
do Mês de Aquário, a Fonte da Filosofia Perene
é novamente aberta aos homens de boa vontade.
SUGESTÕES DE LEITURA:
John
Michell, The New View over Atlantis. Londres, Thames
& Hudson, 1983.
John Michell, City of Revelation. New York, David
McKay, 1972.
John Michell, The Dimensions of Paradise. Kempton,
AUP, 2001.
David Fideler, Jesus Christ, Sun of God. Wheaton,
Quest Books, 1993.
Ernest McClain, The Myth of Invariance. York
Beach, Nicolas-Hays, 1976.
Ernest McClain, The Pythagorean Plato. York Beach,
Nicolas-Hays, 1978.
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| Espanto.
É com humildade que enfim descobri a Senhora Blavatsky...
O milagre vivo que ela representa nunca foi obstruído
pelas constantes difamações, e sobrevive
até hoje de maneira forte e evidente. Mulher extraordinária,
de temperamento impossível, mística libertária,
discípula fiel de seus Mahatmas, a Senhora
Blavatsky nos deixou obras de grande valor e erudição:
Ísis sem Véu, A Doutrina Secreta,
além de A Chave da Teosofia e de A Voz
do Silêncio. A Realidade e a Senda Mística
são muito mais generosas do que nossa pobre cabeça
pode intuir, ao buscador sincero é jorrada Graça
Divina na forma de Mestres, obras e encontros notáveis.
A gratidão do buscador para com seu destino é
de uma grande intensidade, e nada é mais justo.
Em suma, o mundo espiritual conspira a favor do
buscador sincero, de coração ardente e de
desejo puro. É através da inversão
do senso comum, através da ardente fé no
inacreditável, no impossível, no milagroso,
através da prova de fogo que é ser louco
aos olhos do mundo - é através disso tudo
que nos tornamos dignos de receber as chaves necessárias
para nossa evolução espiritual. |
Helena
Petrovna Blavatsky
1831-1891
|
Dois
Artigos:
Aryel Sanat, The
Secret Doctrine, Krishnamurti, and Transformation. Excelente.
David Reigle, The
Book of Dzyan Research Reports. Muito interessante.
Dois
Livros:
Daniel H. Caldwell, The Occult World of Madame Blavatsky.
Tucson, Impossible Dream Publications, 1991. Excelente. Versão
resumida online.
Sylvia Cranston, HPB: The Extraordinary Life and
Influence of Helena Blavatsky, Founder of the Modern Theosophical
Movement. J. P. Tarcher, 1994. Uma excelente biografia.
Dois
Links:
Blavatsky
Archives Muita informação e iconografia,
com uma ótima seção de links
Theosophical
University Press Online Textos teosóficos online
PEQUENA
BIBLIOGRAFIA SELECIONADA:
Blavatsky,
H. P., The Secret Doctrine (2 vols). Londres, Theos.
Publ. Co., 1888. Várias edições. Extenso
comentário às Estâncias de Dzyan.
A obra mais importante de HPB, em sua própria opinião.
Blavatsky, H. P. (trad.), The Voice of the Silence.
Londres, 1889. Várias edições. Poema
iniciático advindo do mesmo corpus das Estâncias
de Dzyan.
Barker,
A. T. (comp.), The Mahatma Letters to A. P. Sinnett.
Adyar, Theos. Publ. House, 1923. Várias edições.
Material muito interessante, tanto do ponto de vista esotérico
quanto psicológico.
Jinarajadasa,
C. (comp.), Letters from the Masters of the Wisdom.
Adyar, Theos. Publ. House, 1919 (1st Series) e 1925 (2nd Series).
Várias edições. Mais cartas dos Mahatmas.
Geoffrey Barborka, The Divine Plan. Adyar, Theos.
Publ. House, 1964. Um excelente estudo e resumo da Doutrina
Secreta.
David Reigle, The Books of Kiu-Te, or the Tibetan
Buddhist Tantras. Wizards Bookshelf, 1994. Pesquisa sobre
as fontes tibetanas das Estâncias e da Voz
do Silêncio.
David Reigle, Blavatsky's Secret Books: twenty years'
research. Wizards Bookshelf, 1999. Mais informações
sobre as fontes tibetanas, conhecidas como Kalachakra Tantra
ou Ensinamentos de Shambhalla.
Aryel Sanat, The Inner Life of Krishnamurti: Private
Passion and Perennial Wisdom. Quest books, 1999. Interessante
estudo sobre as fontes iniciáticas do ensinamento de
Krishnamurti.
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O
Paraíso é aqui. Nós não o
percebemos ordinariamente, e sofremos em conseqüência
com a nossa miséria, nossa pobreza e cegueira. E no
entanto ele está aqui, escandalosamente escancarado,
irradiando uma Luz que a tudo ilumina e sustenta
e da qual a luz solar de um meio-dia estival é apenas
um pálido reflexo.
As
divisões setenária (teosófica) ou quaternária
(vedantina) do Cosmos e do Homem são um expediente
didático apenas, pois tudo se dá aqui e
agora, concretamente e de forma coesa e conjunta. O Real é
Uno, um Todo unificado, e o pensamento analítico o
desdobra. O pensamento é dual, o Real não. A
divisão entre mundo espiritual (Parabrahm) e
material (Mulaprakriti) é outro expediente didático
e analítico. Não convém pois confundir
o mapa com o território.
Vivemos
então num exílio paradoxal, pois estamos
em plena Terra de Bem-Aventurança, em plena Terra
Pura. Sentir essa realidade concretamente, mesmo que por
alguns breves instantes imprevisíveis, é uma
pequena Iluminação (kensho).
Como
é simples o resultado de árduos esforços
espirituais. Não é de se estranhar o proverbial
bom-humor dos sábios e adeptos, pois o grande segredo
arcano nada mais é do que um segredo de polichinelo
uma vez que é descoberto e realizado organicamente
pelo Caminhante.
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|
Krishnamurti.
Se houve um radical mestre além-do-Zen no século
XX, foi Krishnamurti. Poucos percebem, mas ele de
fato foi até o final de sua longa vida o
World Teacher, Veículo de Maitreya, Consciência
Crística. Nunca negou o intenso preparo iniciatório
recebido de Morya e Koot Hoomi para esse fim.
Suas
palestras possuem uma didática não-humana,
pois produzem tal como um microscosmo ou botão
de lótus o estado mutado e radicalmente transformado
no ouvinte ou leitor atento. São sementes iniciatórias,
miniaturas de um futuro estado pleno e contínuo,
de uma humanidade regenerada e retificada. Não
há método possível, apenas a plena
atenção.
|
Jiddu
Krishnamurti (1895-1986)
|
INDICAÇÕES
DE LEITURA
Jiddu
Krishnamurti, Total Freedom: The Essential Krishnamurti.
San Francisco, HarperSanFrancisco, 1996. Excelente coletânea
de textos que vão de 1929 a 1985.
Jiddu Krishnamurti, The First and Last Freedom.
Introdução de Aldous Huxley. San Francisco,
HarperSanFrancisco, 1999 [1954].
Jiddu Krishnamurti, Freedom from the Known. New
York, Harper & Row, 1969.
Jiddu Krishnamurti, The Only Revolution. Londres,
Victor Gollancz, 1970.
Jiddu Krishnamurti, The Awakening of Intelligence.
New York, Harper & Row, 1973.
Jiddu Krishnamurti e David Bohm, The Ending of Time.
San Francisco, Harper & Row, 1985.
Aryel Sanat, The Inner Life of Krishnamurti: Private
Passion and Perennial Wisdom. Wheaton, Quest Books, 1999.
Excelente.
SITES
katinkahesselink.net
Site de Katinka Hesselink sobre K. Muito bom.
K-and-C
Grupo de discussão.
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Carlo
Suarès 1892-1976
|
A
Qabala. Ao contrário do que se pensa, a Qabala
não foi nem em seu início algo
exclusivo ao povo hebreu - basta lembrar que quem trouxe
essa Tradição à Israel foi Abrahão,
que, tal como Melquizedeq, não era hebreu mas
vinha misteriosamente do Oriente... Faz ela parte
na verdade de uma Tradição muito mais
ampla e outrora universal, hoje perdida para a maioria.
Cumpre portanto resgatá-la tanto do Rabinato
quanto das distorções esotérico-cristãs
que a ela se agregaram na história ocidental.
|
Ciência
do que é, da Energia e seus continentes, a Qabala
pode hoje renascer graças aos esforços que se
extenderam em duas ondas. A primeira foi o trabalho de contemporâneos
e correspondentes de Blavatsky, espíritos profundos tais
como Ralston Skinner e Isaac Myer. A segunda onda deu-se através
de um amigo e colaborador de Krishnamurti, o pintor e escritor
alexandrino Carlo Suarès.
A
Qabala é radicalmente, fundamentalmente subversiva,
alheia e contrária às agendas religiosas de
qualquer grupo ou autoridade que seja, cabe a você resgatá-la
para si, sem qualquer espírito de rebanho...
A Liberdade sempre esteve disponível ao Homem, mas
na verdade muito poucos a desejam.
SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
Carlo
Suarès, Mémoire sur le retour du rabbi qu'on
appelle Jésus. Paris, Robert Laffont, 1975.
Carlo
Suarès, La Bible Restituée. Genève,
Éditions du Mont-Blanc, 1977.
Carlo
Suarès, Le Sepher Yetsira: le livre de la structuration.
Genève, Éditions du Mont-Blanc, 1968.
Carlo
Suarès, Le Cantique des Cantiques. Genève,
Éditions du Mont-Blanc, 1969.
Carlo Suarès, Les Clés du Sacré.
Genève, Éditions du Mont-Blanc, 1975.
J.
Ralston Skinner, Key to the Hebrew-Egyptian Mystery in
the Source of Measures (1875-6). Minneapolis, Wizards
Bookshelf, 1975.
Isaac
Myer, Qabbalah: the philosophical writings of Avicebron
(1888). New York, Weiser, 1974.
Nurho
de Manhar (trad.), The Zohar: Bereshith - Genesis (1900-1914).
San Diego, Wizards Bookshelf, 1978.
SITE
Psyche.com
Excelente site sobre QBL e Carlo Suarès, com muita
pesquisa original.
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Manly
P. Hall (1901-1990)
|
Às
vezes me perguntei se haveria uma introdução
realmente boa aos interessados em estudar a Tradição
Ocidental. Teria de ser uma obra erudita mas não
acadêmica, espiritual porém não
sectária. Deveria também ser bela, mostrando
em profusão os diagramas simbólicos de
nosso métier, pois nossas Mandalas
Ocidentais (como diria McLean) são ao mesmo
tempo incríveis sínteses mnemotécnicas
e objetos geradores de incontáveis insights
e desenvolvimentos intelectivos.
|
Na
minha opinião, a única obra razoavelmente recente
que satisfaria esses critérios é sem dúvida
a conhecida abreviadamente como The Secret Teachings of
All Ages, de Manly P. Hall. Seu título correto
e completo é na verdade An Encyclopedic Outline
of Masonic, Hermetic, Qabbalistic and Rosicrucian Symbolical
Philosophy, being an Interpretation of the Secret Teachings
concealed within the Rituals, Allegories and Mysteries of
All Ages. O título reflete bem a riqueza e beleza
desse livro, escrito em 1928 por Hall, um brilhante jovem
canadense de vinte e poucos anos que misteriosamente obteve
acesso a muitas obras e manuscritos em vários cantos
da América e Europa. Uma pista significativa: no frontispício
junto à página de título, o portrait
oitocentista do Príncipe Ragoczy da Transilvânia,
também conhecido como Conde de Saint-Germain.
Manly
P. Hall, The Secret Teachings of All Ages. Los Angeles,
PRS, 1988.
Sketch
biográfico de Hall
Philosophical Research
Society Fundação criada por Hall em 1934
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Correndo
o risco inerente às grandes generalizações,
às vezes tenho a nítida impressão de
que todo o trabalho esotérico, por mais variado
e colorido que seja, tem uma finalidade muito precisa
e razoavelmente simples (quando se sabe como fazer):
o conhecimento, a experiência e o desenvolvimento pleno
de nossa fisiologia oculta. Em outras palavras, entrar
em contato e desenvolver as potencialidades de nossas várias
glândulas corporais, através de técnicas
bastante concretas. Essa foi sem dúvida a Ciência
do País da Terra Negra, de Al-Kemit, e desde o fechamento
do Templo Faraônico tentamos reunir os pedaços
dessa Ciência, como Ísis a juntar os pedaços
de seu marido Osíris.
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Não
se escrevem mais bons livros como antigamente... É
espantoso como a qualidade das obras de Esoterismo e Ocultismo
caiu nas últimas décadas, autores limitando-se
a plagiar ou a inventar as mais incríveis bizarrices.
O
século XIX, devido ao enfraquecimento do poder da Igreja,
viu o aparecimento de notáveis ocultistas. Em meados
do século XIX podemos citar Éliphas Lévi
(Alphonse-Louis Constant), que foi uma personalidade incrível
e de quem nunca foi possível traçar a exata
filiação esotérica. Num certo sentido,
Lévi foi o pai do Ocultismo moderno, tanto em sua vertente
anglo-saxônica quanto francesa (e européia).
A britânica Ordem da Aurora Dourada (Golden Dawn) inspirou-se
largamente em seus escritos, e na França do final do
XIX foi Lévi o inspirador de Papus (Dr Gérard
Encausse) e de seus correligionários, que entretanto
nunca o conheceram em vida.
Hoje
em dia o estudo aprofundado dos escritos de Éliphas
Lévi continua sendo fundamental para quem deseja se
iniciar no Ocultismo. Igualmente, algumas Ordens sérias
e discretas continuam veiculando adaptações
do material oriundo da Golden Dawn, que foi o que de mais
sério se produziu nos últimos dois séculos
em relação à Tradição Ocidental.

Éliphas Lévi 1810-1875
|
|
SUGESTÕES
DE LEITURA
Éliphas
Lévi, Dogme et Rituel de la Haute Magie. Paris,
Ed. Bussières, 1998.
Éliphas Lévi, Histoire de la Magie.
Paris, Guy Trédaniel, 1990.
Éliphas Lévi, La Clef des Grands Mystères.
Paris, Diffusion Scientifique, 2001.
Éliphas Lévi, Cours de Philosophie
Occulte (correspondance avec le Baron Spédalieri).
Paris, Guy Trédaniel, 1990.
Éliphas Lévi, Le Grand Arcane ou l'occultisme
dévoilé. Paris, Guy Trédaniel, 1990.
Paul Chacornac, Eliphas Lévi, rénovateur
de l'occultisme en France. Paris, Ed. Traditionnelles,
2003.
Chic e Sandra Tabatha Cicero, The Essential Golden
Dawn. St Paul, Llewellyn, 2003.
SITES
Twilit
Grotto Arquivos de Esoterismo Ocidental
La Rose Bleue
Excelente site francês, com muito material
BOTA Builders of the
Adytum - Los Angeles
Colégio
dos Magos Site brasileiro sério e interessante
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A
Magia está no meio do Caminho Espiritual, entre
o estado profano e a Reintegração plena. Ela
é a demonstração empírica e subjetiva
de que todos somos uma coisa só, de que vivemos
em uma ilusão de separatividade. Essa coisa
única é o próprio Deus, uma Divindade
Imanente que utiliza os infinitos indivíduos criados
para Seus próprios fins e objetivos, exercendo Sua
Vontade (que parece ser a única que existe de fato)
através das pseudovontades individuais de cada personalidade.
Quando
percebemos que todos somos Um, Um Só Deus Imanente
que continuamente cria-se e recria-se a si mesmo em Seu próprio
Interior, que dialoga e interage consigo próprio através
de Suas inúmeras facetas, então qualquer benefício
egoísta que a Magia poderia nos trazer torna-se ridículo,
um irrelevante despropósito, pois já não
há mais nada a querer, mais nada a desejar, há
apenas essa Compreensão e essa Paz.
PEQUENA
BIBLIOGRAFIA MÁGICA
Dion
Fortune, The Mystical Qabalah (1935). Samuel Weiser,
1984. Clássico de Cabala Hermética.
Gareth Knight, A Practical Guide to Qabalistic Symbolism
(1965). Samuel Weiser, 1978. Idem.
Donald Michael Kraig, Modern Magick. St Paul,
Llewellyn, 1988. Uma boa introdução.
Chic e Sandra T. Cicero, Self-Initiation into the
Golden Dawn Tradition. St. Paul, Llewellyn, 1995. Importante
para os interessados nessa linhagem mágica.
David Allen Hulse, The Eastern Mysteries. St
Paul, Llewellyn, 2000. Importante obra de referência.
David Allen Hulse, The Western Mysteries. St
Paul, Llewellyn, 2000. Idem.
David Allen Hulse, New Dimensions for the Cube of
Space. Red Wheel/Weiser, 2000. Uma importante reflexão
espiritual e cabalística sobre o Caminho.
SITES
Society
of the Inner Light Grupo fundado por Dion Fortune
Site
pessoal de Gareth Knight
HOGD
Hermetic Order of the Golden Dawn, ligada a Chic e Sandra
T. Cicero
Site
pessoal de David Allen Hulse
Site de David
Goddard. Novas pesquisas, de grande interesse. Os excelentes
livros de Goddard merecem a atenção do pesquisador
D.
Fortune (1890-1946)
|
G.
Knight (1930- )
|
D.
A. Hulse (1948- )
|
D.
M. Kraig (1951- )
|
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© Suetam
|